Série: “PNL nos estudos” – A fórmula da mudança… #1

Formula da mudança

*por Caco Penna

Já chegou ao fim do dia com aquela sensação de dever-NÃO-cumprido? E o dia passou… e você não estudou o que precisava… mas também não sabe dizer o que exatamente você fez. Vamos começar uma série de artigos sobre PNL aplicada aos estudos e abordar essas e outras questões com que nos deparamos em nossa rotina de estudos.

O início (ou a retomada) de nossos projetos de estudo depende de disposição, planejamento e organização. Certo, falar é fácil… mas o que podemos fazer efetivamente para nos ajustarmos ao cronograma?

Um primeiro passo interessante pode ser a Fórmula da Mudança, velha conhecida da Programação Neurolinguística (PNL) e dos processos de coaching. A conta é simples:

Estado atual + Recursos – Interferências = Estado Desejado

(Acrescentei à Fórmula “original” a subtração das interferências. Em breve você vai entender por quê.)

Para ajudar no seu planejamento, vamos começar uma série de posts tratando sobre cada um desses aspectos!

Primeiro passo: identificação do “Estado Desejado”

               Qual é o seu estado desejado? O que realmente você quer alcançar? Como você vai saber que conseguiu, que seu trabalho foi realizado com sucesso?

É importantíssimo, nesse momento, você traçar um foco POSITIVO!

Exemplos:

  1. a) Eu quero sair do meu emprego atual. – tudo bem, vá e peça demissão. Pronto!
  2. b) Eu não quero mais morar na casa dos meus pais. – tudo bem, arrume suas malas e vá para a rua. Pronto!
  3. c) Eu não quero ter de esperar mais um ano para ser aprovado no concurso… – ótimo, simplesmente pare de estudar. Desista… e pronto! Não estará mais esperando!

Veja que os três exemplos acima não estão focados no que a pessoa quer, mas no que a pessoa não quer. Veja como seria diferente se os objetivos fossem:

  1. a) Eu quero ser aprovado na vaga de Analista Judiciário do STJ.
  2. b) Eu quero ter a minha própria casa, com X cômodos, em uma região Y da cidade Z.
  3. c) Eu quero ser aprovada no concurso W, na prova de outubro deste ano.

Nestes últimos exemplos, percebe-se que, partindo de um objetivo específico e positivo (visando a alcançar o que eu quero, e não a simplesmente afastar o que eu não quero), fica muito mais fácil traçar um plano de voo. “Certo, eu quero isso. Como fazer para chegar lá?”

Era uma vez um coelhinho…

                Lembro-me de, quando criança, ter ido a uma festa junina do colégio em que estudava. Em uma das barraquinhas, estava um coelhinho em meio a uma série de casinhas, cada uma com um vegetal diferente dentro… e as pessoas apostavam para ver em qual casinha o coelho entraria.

E o coelho ia para uma casinha, cheirava a cenoura; ia para a outra, começava a entrar, via o que tinha e saía; na outra, pegava a pontinha da alface e mudava de direção. Até que parou no meio de tudo e ficou lá. As pessoas gritavam enlouquecidas: “vai coelho! A cenoura! A alface! A beterraba! O agrião!”(EM TEMPO: realmente espero que essa “brincadeira” não esteja mais no circuito junino das escolas… é realmente chato para o coelho!)

A questão é que, se o coelho realmente quisesse algo, ele resolveria: “quero um pedaço de cenoura. Olha só, naquela casinha tem cenoura! Vou lá pegá-la!” E então poderia ter um grande obstáculo para se chegar àquela casinha, mas o coelho o transporia, pois ele saberia o que queria.

Muitas vezes, podemos nos sentir como um coelhinho na festa junina: vemos várias opções ao nosso redor, mas não sabemos o que queremos. Então ficamos rodando de uma casinha para a outra… enquanto as pessoas ao nosso redor gritam enlouquecidas para que tomemos as decisões mais convenientes para elas.

De volta ao SEU objetivo: o que você quer? O que vai mover você para a ação, para transpor os obstáculos que surgirem no caminho? Quando você vai saber que deu certo?

Como você já pode ter percebido, as generalizações também não ajudam muito:

Exemplos:

  1. a) “Eu quero mudar de vida” – certo, coelhinho. E para qual vida você quer ir? Você quer comer beterraba ou agrião? O que é essa mudança? O que você estará fazendo no momento em que se der conta de que conseguiu? Como vai ser a sua rotina? O que estará anotado na página da sua agenda da sua “nova vida”?
  2. b) “Eu quero ser feliz” – essa é clássica! Compre uma vitrola em uma loja de antiguidades com a coleção de discos do Ari Toledo. Pronto! Felicidade garantida! Coelhinho, o que é “ser feliz”? Como estará a sua vida no momento em que você “estiver feliz”? Quanto dinheiro terá na sua conta bancária? Quem estará ao seu lado? Em que você estará trabalhando? Onde você estará morando? O que fará aos finais de semana?

E a mais comum no caso das pessoas que me acompanham:

  1. c) “Eu quero passar no concurso” – imagine que cada concurso que abre é mais uma casinha com um vegetal dentro. Preciso falar mais? Você está decidindo a atividade que fará por um bom tempo em sua vida!

O que vai mover você a colocar o despertador para as 5:30 da manhã, tomar um banho, sair de casa, enfrentar um trânsito para chegar ao seu local de trabalho, sabendo que exercerá uma atividade emocionalmente recompensadora? Aliás, qual recompensa você busca?

Se o coelhinho adorasse cenouras, ele estaria feliz comendo beterrabas só porque aquela era a casinha mais próxima? Vale a pena abrir mão das cenouras em nome da comodidade das beterrabas?

Concurseir@, acredite: Muitas pessoas que não conseguem o que querem não sabem o que querem!

Qual é o seu foco? Qual setor? Qual área? Qual atividade? Escolher o concurso apenas olhando a coluna do salário é uma boa realização pessoal para você? O que você DESEJA?

Talvez você descubra que o seu real desejo nem é passar em concurso público. Nesse caso, vou perder um leitor e um seguidor no Youtube, mas vou ficar feliz em um dia saber que esse texto ajudou você a descobrir que está muito feliz agora, organizando uma ONG protetora de animais.

Antes de pensar que “o estudo não te motiva”, pense em “o que te motiva para o estudo”!

Muito bem! Tendo definido o seu estado desejado, podemos ir para o próximo passo da Fórmula da Mudança! Mas isso é assunto para o próximo post…

Espero ter deixado claro! Continue sempre por aqui! Ah, e estou esperando por você no Youtube, no Instagram, no Face, no Twitter… não só nos posts de PNL, mas nos de gramática, afinal, se você está comigo, não aceito menos do que ver você gabaritar a sua próxima Prova de Português!

Para mais artigos sobre PNL e outros assuntos relacionados ao português para concursos públicos, visite o site www.provadeportugues.com.br

Grande abraço e bons estudos!

 

 

Um comentário sobre “Série: “PNL nos estudos” – A fórmula da mudança… #1

  1. Interessante. Mas como os coelhos (de fato), algumas pessoas sofrem bloqueios. Em meio a gritarias e ambiente desconhecido os coelhos podem “congelar”, como são presas, são animais q se assustam facilmente e podem parar de reagir e até infartar. Muitas pessoas tem transtornos mentais, como depressão, ansiedade, tdah, e a neurolinguistica esquece disso. Não tem o “o que você quer”, “pensar o que fazer para isso” etc. que ajudem, pois na nossa mente nada vai fazer diferença, nada vai dar certo no final, já tentamos e não deu em nada,ou então não é fácil sentar e estudar, ter foco, render… Ninguém olha para essas exceções, que são muitas, no meio de concursos ou até na vida.

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